Eleições 2018: “Precisamos eleger um presidente com capacidade de gestão sobre as finanças do país”, diz empresário

Por Guilherme Zimermann domingo, 08 out 2017 13:08 PM

Presidente da República citado em delações premiadas, denunciado pela segunda vez pela Procuradoria-Geral, falta de consenso entre os poderes para discussão de projetos considerados importantes para a competitividade do país, como a reforma tributária e um Poder Legislativo praticamente parado, centralizando suas atenções aos processos envolvendo o chefe do Executivo. Esses são apenas alguns pontos que podem causar pessimismo, sobretudo no tocante ao desenvolvimento econômico-financeiro do país. Porém, para o setor produtivo, a crise de confiança no país para investimentos passou.

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Avalia o empresário Abelson Carles, diretor da Alcast do Brasil, que a política e a economia estão se distanciando, com a segunda alcançando estabilidade, investimentos estrangeiros sendo retomados. “Voltando a confiança, já sentimos melhoria nesse segundo semestre e já se encaminhando para as eleições do próximo ano, acredito que o país está tomando rumo na economia”, considera.

Entretanto, aponta que o chamado “Custo Brasil” – que envolve a alta carga tributária, juros elevados, burocracia, falta de mão de obra qualificada, infraestrutura logística deficitária – afeta profundamente a competitividade do setor produtivo. Por outro lado, considera que a reforma trabalhista, aprovada recentemente, e outras discussões são importantes e devem avançar.

Sobre o pleito eleitoral do próximo ano, Carles espera a eleição de um, ou uma, presidente com perfil de gestor, com ampla capacidade de gestão sobre as finanças do país. “Independente de partido, acredito que temos que eleger alguém com capacidade técnica e também de articulação política, um negociador político. Isso não quer dizer um político de carreira”, opina.

Ainda sobre política, o empresário, por vezes, teve seu nome ventilado para a disputa da prefeitura de Palmas. Questionado sobre possíveis pretensões na área, Carles diz que ainda não pensa sobre o assunto. “Eu penso que só podemos fazer uma segunda atividade, quando a primeira esteja concluída. Eu ainda estou no meio do meu objetivo (empresarial) e ainda não tenho essa pretensão”, afirma o empresário, sobrinho do ex-prefeito Dimorvan (Tito) Carraro, que governou o município entre 1989 e 1992. Após uma longa luta contra um câncer no estômago, Carraro faleceu em setembro de 2013.