Sudoestinos gastarão mais de R$ 49 milhões com fumo neste ano

Por Guilherme Zimermann segunda-feira, 07 ago 2017 14:02 PM

Neste ano, estima-se que os fumantes do Sudoeste do Paraná gastarão R$ 49,2 milhões na aquisição de produtos ligados ao fumo. O valor é 14% maior que o gasto em 2015, de acordo com o IPC (Índice de Potencial de Consumo) levantado pela IPC Marketing.

A pesquisa é realizada anualmente e baseia-se nos dados disponíveis dos Censos de 2000 e 2010, das Pesquisas Nacional por Amostra de Domicílios e nas Contas Consolidadas da Nação, contabilizadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além disso, leva em conta também as pesquisas intercensitárias, como as estimativas populacionais.

No levantamento, é apresentado o potencial de consumo em 22 categorias de produtos, desde alimentação, vestuário, artigos de limpeza, medicamentos, até despesas com transporte, materiais de construção e fumo, por exemplo.

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Na região, Pato Branco é o que deverá registrar o maior gasto com fumo – pouco mais de R$ 9 milhões. Em seguida está Francisco Beltrão, com R$ 8,1 milhões. Ambos, estão também nas primeiras posições no ranking de consumo geral.

Para a pesquisa, são levantadas todas as despesas com cigarros, charutos, fumo para cachimbo, fumo para cigarros e outros artigos para fumantes, como fósforos e isqueiros.

Um caso que chama atenção é o de Palmas, que ocupa a 4ª posição da região no IPC, com R$ 773,7 milhões, mas é o 3º nos gastos com tabaco, que deverão ultrapassar R$ 3,9 milhões.

O município de Dois Vizinhos, com o 3º maior potencial de consumo do Sudoeste, cerca de R$ 975,5 milhões, é o 4º nas despesas com cigarros – R$ 3,6 milhões.

O município que deverá ter o menor gasto com fumo na região é Manfrinópolis, com pouco mais de R$ 69 mil neste ano.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2015, o Paraná é o Estado com o maior número de usuários de cigarros – cerca de 16% de toda a população paranaense. Segundo dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Estado registra, pelo menos, 12 óbitos por dia relacionados ao fumo.

Além disso, é necessário levar em conta o impacto econômico do tabagismo no sistema único de saúde (SUS). Segundo estudo realizado em 2011, o país gastou R$ 23 bilhões com o tratamento de algumas das mais de 50 doenças tabaco-relacionadas.