Nova metodologia classifica e avalia terras na região Sudoeste do PR

Por Ivan Cezar Fochzato quinta-feira, 10 ago 2017 10:09 AM

Valor médio do hectare no município de Palmas, Sul do Paraná, é de R$ 16.800, variando de R$ 1.400 a R$ 31.800,00. É o que aponta levantamento preliminar da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que lançou nova metodologia de avaliação das terras, mais detalhada que as anteriores, e com introdução da classificação de terras no sistema de capacidade de uso, publicado pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS). Acesse tabela dos municípios do PR.

Especificamente em Palmas,  as terras cultiváveis, de simples de conservação, e produtividades ainda acima da média,(Grupo A – Classe II) tem preço de R$ 31.800,00. Já aquelas com problemas complexos de conservação e produtividades médias( Grupo A – Classe III) tem valor de R$ 25.600.

Ainda foram classificadas áreas – Grupo B – Classe VII- que são aquelas adaptadas geralmente para pastagens ou reflorestamento, com problemas complexos de conservação em áreas declivosas e reflorestamentos, que tem valor de R$ 5.700,00 o hectare.

Valendo R$ 1.400,00, estão as impróprias para cultura, pastagem ou reflorestamento, e que servem apenas como abrigo e proteção da fauna e flora silvestre, como ambiente para recreação ou para fins de armazenamento de água(Grupo C – Classe VIII).

De acordo com o diretor do Deral(Departamento de Economia Rural), Francisco Carlos Simioni, o levantamento durou 12 meses,  e  é um referencial de preços de Terras Agrícolas no Paraná, que serve para as universidades, agentes financeiros, instituições públicas municipais, estaduais, federais, agentes públicos e privados e produtores rurais.  Os valores médios foram calculados com rigor estatístico para que tenham validade institucional e técnica.

Salientou, entretanto,  que estes valores poderão ser alterados nas próximas pesquisas, de acordo com a evolução de preços de commodities, maior ou menor disponibilidade de áreas para vendas, desenvolvimento local, características e valor específico de cada propriedade.

As áreas mais valorizadas do Estado estão na região de Maringá, onde o hectare foi avaliado em até R$ 75,8 mil. A pesquisa levantou também as terras de uso mais restrito, que têm valores médios de R$ 5,3 mil o hectare, geralmente as mais quebradas, de morro. Nesta classificação,  o menor valor está Coronel Domingos Soares, no Sudoeste, de R$ 1,3 mil. Em números gerais,  a média do preço por hectare das terras domingossoarenses é de R$ 15.560.  O hectare  cultivável  e com produtividades ainda acima da média, alcançam R$ 29.500,00

Em Francisco Beltrão, com valor médio de R$ 21.916,00, o hectare varia R$ 4.100,00 e R$ 42.000,00. Pato Branco,  de R$ 3.700 a  R$ 49.200.  Dois Vizinhos, de R$ 4.600 a R$ 46.500,00.  Chopinzinho de R$ 2.100 a R$ 38.000. Coronel Vivida de R$ 1.900 a R$ 38.900.  Mangueirinha de R$ 2.000 a R$ 42.700; e  Clevelândia de R$ 1800 a R$ 43.400.