Na reta final da safra 2016/2017, região obtém resultados positivos

Por Francione Pruch quarta-feira, 09 ago 2017 12:25 PM

Na contramão da crise brasileira, a agricultura paranaense só tem a comemorar os resultados positivos da safra de grão 2016/2017. Em nova reavaliação, a Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento estima que a safra poderá superar 40 milhões de toneladas, entre as três safras plantadas no Paraná.

O relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), que acompanha mensalmente a evolução das lavouras, já registrou as perdas iniciais na safra de trigo, devido à geada recente e seca durante a evolução da cultura.

Esses reflexos são sentidos nas regiões de Francisco Beltrão e Dois Vizinhos. Se comparado com a safra passada (2015/2016), teve redução de 20% na área plantada de trigo, saindo do patamar de 90.900 hectares, para 73.000 hectares.

Segundo o Chefe Regional da SEAB, Neri Munaro, “de novo o trigo não tem um preço muito atrativo. A gente percebeu que baixou a área de plantio no nosso núcleo. Uma parte, em torno de 20% está na fase de floração e a grande maioria está em fase de crescimento e precisa da chuva”.

Com relação ao milho segunda safra, cuja a colheita já passou de 80%, a estimativa é uma produção de 408.900 toneladas, a soja 984.040 toneladas e o feijão segunda safra a estimativa é chegar à casa de 36.868 toneladas.

Dados da região de Dois Vizinhos e Francisco Beltrão

Dados da região de Dois Vizinhos e Francisco Beltrão

 

“São bons números para região, principalmente analisando a questão de produtividade, estamos alcançando bons índices, os agricultores estão adotando as técnicas. O que não está de acordo é a questão do preço pela questão da conjuntura. Até a soja que historicamente ela estava num patamar muito bom de preço, nesse ano baixou um pouco”, destaca Munaro.

Na reta final da colheita do milho, os produtores já estão se programando para a próxima safra, “a safra de soja que inicia o plantio no dia 10 de setembro, esperamos uma boa safra, que o tempo ajude, os preços entrem nos patamares aceitados pelos produtores”.